Agora nos convêm explicar o que é exatamente HTML 5, já que não é
simplesmente uma nova versão da linguagem de marcação HTML, e sim um
agrupamento de diversas especificações concernentes ao desenvolvimento
web. Ou seja, HTML 5 não se limita só a criar novas etiquetas,
atributos e eliminar aquelas marcas que estão em desuso ou se
utilizam inadequadamente, e sim que vai muito mais além.
Sendo assim, HTML 5 é uma nova versão de diversas especificações,
entre as que se encontram:
* HTML 4
* XHTML 1
* DOM Nível 2 (DOM = Document Object Model)
HTML 5 pretende proporcionar uma plataforma com a que desenvolver
aplicações web mais parecidas às aplicações de área de trabalho, onde
sua execução dentro de um navegador não implique falta de recursos ou
Facilidades para resolver as necessidades reais dos desenvolvedores. Para
isso se estão criando umas APIs que permitam trabalhar com qualquer dos
elementos da página e realizar ações que até hoje era necessário realizar
por meio de tecnologias acessórias.
Estas API, que terão que ser implementadas pelos distintos navegadores do
mercado, se estão documentando detalhadamente, para que todos os Browsers,
criados por qualquer companhia as suportem tal qual se desenharam. Isto se
faz com a intenção que não ocorra o que vem acontecendo no passado, que
cada navegador faz a guerra por sua parte e os que acabam pagando-o são
os desenvolvedores e os usuários, que têm muitas possibilidades de acessar
a webs que não são compatíveis com seu navegador preferido.
Quando estará pronto HTML 5
Segundo informam na página da organização WHATWG, HTML 5 prevê que esteja
pronto como especificação de implementação recomendada em 2012. Isto que
dizer que vamos ter que esperar até 2012 para aproveitar as vantagens de
HTML 5? Realmente não é justamente assim, visto que alguns navegadores já
implementam muitas das características da moderna linguagem.
É que HTML 5 está formado por muitos módulos distintos, cujo grau de
especificação está em níveis desiguais. Portanto, muitas das características
de HTML 5 estão já prontas para ser implementadas, em um ponto de desenvolvimento
que se encontra próximo ao que finalmente será apresentado. Outras muitas
características estão ainda simplesmente de molho, a modo de idéias ou rascunhos
iniciais.
De fato, as versões mais novas de quase todos os navegadores, incluído o
polêmico Internet Explorer 8, implementam algumas das características de
HTML 5. Claro que, para que uma web se veja bem em todos os sistemas, há
que utilizar só aquelas partes que funcionam em todos os navegadores, por
isso que ao dia de hoje, poucas são as utilidades realmente disponíveis da
linguagem, se queremos fazer um website compatível. Não obstante, no pior dos
casos, podemos começar a usar a nível experimental estas características,
mesmo que só seja para esfregarmos as mãos em espera de incorporá-las realmente
em nossas práticas de desenvolvimento habituais.
Quais são as novidades de HTML 5
HTML 5 inclui novidades significativas em diversos âmbitos. Como dizíamos,
não só se trata de incorporar novas etiquetas ou eliminar outras, e sim que
se supõe melhoras em áreas que até agora ficavam fora da linguagem e para as
que se necessitava utilizar outras tecnologias.
* Estrutura do corpo: A maioria das webs têm um formato comum, formado
por elementos como cabeçalho, pé, navegadores, etc. HTML 5 permite agrupar
todas estas partes de uma web em novas etiquetas que representarão cada uma
das partes típicas de uma página.
* Etiquetas para conteúdo específico: Até agora se utilizava uma única
etiqueta para incorporar diversos tipos de conteúdo enriquecido, como animações
Flash ou vídeo. Agora se utilizarão etiquetas específicas para cada tipo de
conteúdo em particular, como áudio, vídeo, etc.
* Canvas: é um novo componente que permitirá desenhar, por meio das funções
de um API, na página todo tipo de formas, que poderão estar animadas e
responder a interação do usuário. É algo assim como as possibilidades que
nos oferece Flash, porém dentro da especificação do HTML e sem a necessidade de ter
instalado nenhum plugin.
* Bancos de dados locais: o navegador permitirá o uso de um banco de dados local,
com a que se poderá trabalhar em uma página web por meio do cliente e através de um
API. É algo assim como as Cookies, porém pensadas para armazenadas grandes quantidades
de informação, o que permitirá a criação de aplicações web que funcionem sem
necessidades de estar conectados a Internet.
* Web Workers: são processos que requerem bastante tempo de processamento por
parte do navegador, porém que se poderão realizar em um segundo plano, para que o
usuário não tenha que esperar que se terminem para começar a usar a página. Para isso,
se dispõe também de um API para o trabalho com os Web Workers.
* Aplicações web Offline: Existirá outro API para o trabalho com aplicações web,
que se poderão desenvolver de modo que funcionem também em local e sem estar conectados
a Internet.
* Geolocalização: As páginas web se poderão localizar geograficamente por meio de
um API que permita a Geolocalização.
* Novas APIs para interface de usuário: temas tão utilizados
como o "drag & drop" (arrastar e soltar) nas interfaces de usuário dos programas
convencionais, serão incorporadas ao HTML 5 por meio de um API.
* Fim das etiquetas de apresentação: todas as etiquetas que têm a ver com a
apresentação do documento, ou seja, que modificam estilos da página, serão eliminadas.
A responsabilidade de definir o aspecto de uma web correrá a cargo unicamente de CSS.
Como se pode ver, existirão vários API com os quais poderemos trabalhar para o
desenvolvimento de todo tipo de aplicações complexas, que funcionarão on-line e off-line.
Talvez se entenda melhor por que HTML 5 é um projeto tão ambicioso e que está levando
tanto tempo para ser elaborado.
Fonte: CriarWeb
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